5 dicas infalíveis para você se vestir com elegância

terça-feira, agosto 12, 2014

1. Conheça seu tipo físico, valorize seus pontos fortes, mas proteja sua dignidade.

É fundamental conhecer o seu tipo físico. Não adianta uma mulher alta vestir roupas que a deixam mais alta e fina demais. Do mesmo modo, uma gordinha e baixinha que queira se destacar pela elegância pode cometer um erro tremendo se as roupas escolhidas a deixarem "atarracada". 

Por exemplo, para parecer mais baixa, use detalhes e desenhos grandes na roupa, evite monocromia e linhas na vertical em demasia. Aposte nas linhas horizontais e no contraste.

Já se o efeito esperado é o contrário, uma mulher mais baixa que queira parecer mais alta, o segredo é justamente a monocromia, especialmente na continuação entre calça e bota ou calça e scarpin - nem sempre na mesma cor, mas ao menos nos mesmos tons -, e usar muitas linhas verticais. Sapatos com salto são uma boa ajuda, mas não abuse para não parecer que o salto é maior do que você.

A suavização do tamanho do peito mediante decotes V e camisas sociais com botões é uma dica para quem tem seios fartos. Essas mulheres também precisam evitar a cintura alta em saias, vestidos e calças, e golas altas.

Os tipos de corpo feminino são basicamente diferenciados em ampulheta, triângulo, triângulo invertido, retângulo e oval. Clique aqui para uma poderosa ajuda na descoberta do seu tipo físico e do que vestir. Evidentemente, é preciso ter cuidado nas dicas, pois nem tudo que combina com determinado tipo de corpo é modesto.






É bom valorizar seus pontos fortes, aqueles que se destacam em seu corpo, o seu olhar, o seu porte. Mas isso não pode ser desculpa para sair mostrando e insinuando em demasia partes do corpo que façam os homens caírem em tentação. A valorização pessoal deve andar passo a passo com o senso da própria dignidade feminina, sabendo que o corpo, embora bonito e podendo ser visto, em termos, em sua forma tipicamente de mulher, não deve ser motivo de queda para os seus irmãos. A elegância e a modéstia devem se complementar. A roupa pode ser ocasião para ficar mais bonita, mas nunca para ferir a castidade própria e alheia.

2. Invista em peças clássicas, independentemente do seu estilo pessoal

Há diferentes estilos de roupas. E também diversos estilos pessoais. Aliás, existem inúmeras classificações desses estilos. Gosto de adotar, particularmente, essa classificação bem básica: clássico ou tradicional, sofisticado, esportivo ou natural, moderno ou dramático, criativo, sexy, e romântico.

O estilo clássico, também conhecido por tradicional, é o tipicamente conservador. Busca passar uma mensagem de seriedade, sobriedade, cultura, reserva, educação e organização, autoridade. As peças das mulheres com esse estilo são atemporais. Nunca saem de moda. Não significa usar o guarda-roupa da bisavó nem deixar de prestar atenção nas tendências de moda, mas saber que a moda é um serviço a ser adaptado na vida de cada uma, de modo que estão sempre bem vestidas, com saias lápis, calças de alfaitaria, jeans bem estruturados, camisas sociais, blazers bonitos e bem cortados, cores sóbrias, scarpins finos e botas elegantes, relógios com pulseiras discretas, anéias bonitos, mas simples, estampas em tweed, pied-de-poule, risca de giz etc, embora prefira tom sobre tom e looks com preto e branco. É muito difícil que a mulher clássica erre na questão da modéstia, mas é possível que aconteça se, ainda que um visual tradicional, haja decotes ou "apertos" de um modo nada recomendável.
























Já o estilo sofisticado é parecido com o clássico, mas dele se afasta um pouco por algum toque de refinamento maior e um diálogo maior com o mundo fashion. A mulher que o adota é uma clássica mais exigente com as marcas, embora, no dia a dia, os dois estilos possam não parecer tão distintos assim em um primeiro olhar. Também passa uma idéia de poder, autoridade, cultura e distinção, exatamente como as clássicas. O guarda-roupa é quase o mesmo, mas a sofisticada aposta em complementos mais chiques, como luvas, chapéus, couros (em saias e calças) e uma maquiagem mais marcante, bem como é mais fiel às marcas que são símbolo de exigência e perfeccionismo. Um look que seria tipicamente clássico pode virar sofisticado por um detalhe, como uma legging de couro, por exemplo, ou por um blazer de uma marca com maior valor agregado. Os cuidados da mulher sofisticada, além daqueles próprios do de estilo clássico, também passam por evitar o esbanjamento e um ar esnobe, fútil e consumista.





Por sua vez, o estilo esportivo, conhecido igualmente como natural, é aquele que prioriza o conforto. A praticidade e o despojamento são as chaves da montagem de seu closet. A mulher de estilo esportivo abusa de peças alegres, de sobreposições, de muitos acessórios, no mais das vezes todos simples, tecidos que não exijam maiores cuidados (não necessariamente de má qualidade), sapatos baixos, bolsas grandes. O diálogo com o guarda-roupa masculino é uma constante, e aqui um cuidado deve haver para não dar um ar muito pesado de androginia, dado que sabemos ser um princípio bíblico que mulher e homem usem roupas conforme seu próprio estado (que varia, evidentemente, conforme a época e a cultura).






































O estilo moderno ou dramático é o daquelas que são fiéis seguidoras das tendências de moda. São, de certo modo, fashionistas, embora mais por seguir as passarelas do que por ditar a moda, ainda que eventualmente sejam exemplos de inovação. São práticas como as esportivas, mas curtem marcas refinadas como as sofisticadas e se seguram um pouco na criatividade fashion como as clássicas (e, como as clássicas e as sofisticadas, transmitem uma idéia de poder e autoridade). Possuem um ar seguro e atrante, como as clássicas e as sofisticadas, mas mais desencanadas, aproximando-se das esportivas nesse ponto. São a marca da contemporaneidade e, se usam uma peça que pareça clássica, dão um jeito de quebrar o tradicional, ou de apostar em uma modelagem diferente, com estruturas maiores, ombreiras, cabelos curtos, estampas um pouco exageradas, designs diferenciados, contraste de cores. É o estilo próprio das mulheres cosmopolitas e fortes. Deve buscar evitar chamar a atenção excessivamente para si por sua certa ousadia, uma vez que a modéstia não tem a ver somente com os comprimentos das roupas, mas com o não parecer mais do que é nem pecar contra a humildade.








































O estilo criativo é parecido com o moderno, assim como o sofisticado é semelhante ao clássico. Todavia, enquando a moderna até cria moda, porém é mais uma leitora atenta das tendências, a criativa é aquela que lança a moda. Ou ao menos tenta. Inovam em demasia, combinam o que até então era "incombinável", soam extravagantes e fogem do convencional. Querem se destacar pela exteriorização de sua imaginação e de seu gênio um tanto forte - ainda que disfarçado pela alegria de suas roupas. Embora expresse virtudes como a liberdade, a capacidade de se comunicar, a individualidade e a adaptabilidade, corre o sério risco de ser ridícula, de querer chocar, de quebrar as regras e desafiar mesmo a autoridade legítima.

O estilo sexy pode parecer estranho ao constar de um blog de moda e MODÉSTIA. Mas é que geralmente damos uma conotação mais dura a tal vocábulo. No original em inglês nem sempre soa com a vulgarização que abunda por aqui no Brasil. Ser sexy, nos Estados Unidos, pode implicar apenas em dar prioridade a determinados aspectos mais marcantes da feminilidade, com tecidos com bastante movimento, estampas absolutamente nunca usadas por homens etc. A mulher de estilo sexy se expressa de modo muito carismático e isso está presente em suas estampas de oncinha, em suas jóias ou bijus levemente exageradas, no uso ostensivo do dourado e do vermelho, cabelos longos, maquiagem mais forte, lycra, couro, peles. É preciso, até pelo próprio nome, como vimos, bastante cuidado para não ser a "sexy" da definição popular, ou seja, é necessário que, na adoção desse estilo, a mulher seja sexy sem ser vulgar. O risco é muito alto para quem não tem suficiente formação humana e cristã, mas muitas conseguem ser extremamente elegantes e mesmo modestas nesse estilo, como provam as fotos abaixo (a primeira delas, da linda Paola Santana, de um blog que faz parte da nossa rede).




































Enfim, o estilo romântico é o mais delicado, que passa uma imagem gentil, doce, juvenil, generosa, sonhadora. A mulher romântica aposta no ladylike, nas estampas de poás e florais, nas saias godê, nos vestidinhos soltos, no pouco contraste, e, como a sofisticada e a clássica, em peças atemporais. Quando ousa, soa mais como a moderna e foge absolutamente da criativa, embora possa dar um arzinho sexy. Pulseiras, tiaras, babados e rendas, são presença constante. A romântica deve evitar parecer boboca. A mulher cristã é boa, não "boazinha". Uma imagem demasiadamente infantil precisa ser evitada. Por outro lado, não é porque é delicada que pode descuidar dos comprimentos das roupas. O estilo romântico não autoriza, por si só, que os vestidinhos e as chemisiers sejam curtos demais.





Se vocês querem ler mais a respeito, a minha querida amiga Mari Raugust, lá de Porto Alegre, escreveu um excelente resumo, com fotos ilustrativas e dicas para cada estilo, no seu recomendadíssimo blog cristão de moda Passarela Estreita.

Vistos esses estilos, a leitora poderia estar perguntando: "E tu, Aline? Qual o teu estilo?" Olha, os consultores de moda dizem que é quase impossível a pessoa tem um único estilo. A marca pessoal, que compõe o estilo de cada mulher, é combinação de dois ou três estilos mais presentes, o que não significa que detalhes dos outros não possam estar presentes em um ou outro look. Eu mesma uso alguma coisa mais sexy, esportiva, e moderna/dramática, sem embargo de não ter lembrança de me vestir de modo criativo. Todavia, o meu estilo pessoal é uma combinação entre o clássico, o sofisticado e o romântico, com destaque para os dois primeiros. Gosto e acompanho a moda (vocês viram faz alguns dias que eu estou usando bota over the knee, um item típico do guarda-roupa moderno ou do sexy).

Pela montagem abaixo dá para "sentir" mais ou menos qual o meu estilo. Também podem conferir as minhas fotos que estão na barra lateral aqui no blog. E quem acompanha o blog já captou meu estilo, principalmente se costuma ver os meus looks.

Já os estilos DE ROUPA são outra coisa. São como sub-estilos pessoais ou como "visuais", "ambientes" ou "leituras" ou "looks" de um determinado estilo. Por exemplo, ainda no caso desta blogueira que lhes fala, eu gosto muito do visual "jurídico" e também do "campeiro" ou "rural chic". Sendo uma combinação de clássica, sofisticada e romântica, passeio com esses três estilos pelos looks mais "working", principalmente os jurídicos, devido à minha formação, e pelos campestres, por conta de minha vida na estância e ocupação como criadora, como produtora rural, bem como pelo amor às tradições da pampa.

Conhecendo o seu estilo ou a sua combinação entre os diversos estilos, é mais fácil se vestir bem. A elegância não é característica única de um estilo. Todos eles podem ser elegantes. É bem verdade que o clássico, o sofisticado, o moderno e o romântico primam mais por essa característica da elegância e dificilmente (nos nossos tempos, nem tanto) vão soar bregas, deselegantes, fora de propósito. Mas não é porque ser elegante é mais fácil para quem é clássica, sofisticada, moderna ou romântica, que a esportiva, a criativa e a sexy, não poderão ser. Elegância não tem a ver com estilo, mas com um firme propósito de, conhecendo seu estilo, apresentar-se bem. Nesse sentido, as mulheres de qualquer estilo podem mostrar sua elegância - até mesmo a chamativa mulher de estilo criativo, extremamente fashionista - se, ainda que não sejam clássicas, adotarem alguma coisa desse estilo: peças atemporais são as únicas presentes em um closet de uma clássica ou sofisticada puras, mas devem ser amigas de qualquer mulher que queira ser elegante, independentemente de qual estilo ou combinação de estilos adota. Peças curinga - blazer branco ou preto, calça de alfaiataria preta reta, saia lápis de cor neutra, pretinho básico, camisa branca, e uma calça jeans reta ou skinny, são fundamentais em qualquer closet. Veja mais dicas de como compor um guarda-roupa básico e atemporal, adequado a qualquer estilo.

3. Esteja sempre arrumada, perfumada e maquiada

O arranjo pessoal, o combate ao desalinho, são marcas de quem quer sempre se destacar pela sua elegância. Do mesmo modo, uma maquiagem bem feita, adequada a cada ocasião e a cada estilo, não destoando das roupas nem do ambiente, e tampouco parecendo um reboco sobre a pele, é fundamental. 

Uma maquiagem que destaque os pontos fortes de beleza facial, e ao mesmo tempo não crie uma outra pessoa. 

Também um bom perfume, que não irrite, de uma marca boa (evidentemente, adequado ao seu bolso), vale o investimento: se a visão se agrada de uma mulher arrumada e maquiada, o olfato agradece o bom odor - que, aliás, pode ser um poderosos símbolo do "bom odor de Cristo" (2 Cor 2,15), do qual devemos ser revestidos e do qual já falava São Paulo.

4. Tenha peças básicas que possam sentar com tudo - curingas

Já falamos isso por cima no item 2. Algumas são mesmo curingas, outras nem tanto, mas eu recomendo que não faltem em seu guarda-roupa. Para saber mais sobre elas, veja este link.



5. Lance mão dos acessórios

Um visual aparentemente elegante pode ficar muito morto se não houver nada mais de destaque. Os acessórios contribuem para isso. Evidentemente que uns estilos pedem determinados tipos de acessórios e outros se contentam com padrões diferentes. Mas em todos eles os acessórios devem se fazer presentes para dar aquele toque especial.

O look realmente belo não se constrói apenas com as peças de roupa. Os acessórios são fundamentais até para destacar as roupas. Uma bela bolsa, um relógio marcante, anéis, pulseiras, colares, lenços, echarpes, luvas, chapéus. É certo que cada pessoa, cada personalidade, cada cultura e cada ambiente, se uma festa, uma formatura, um casamento, o local de trabalho, ou um passeio, um tempo de lazer, pedem acessórios diferentes. Da mesma forma, nem todos os acessórios, nem os tipos deles, se combinam com as roupas que estamos usando. É preciso bom senso. 

Sem embargo, não deixe de investir neles por medo. "Acessorize-se" e seja uma mulher elegante!

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