leitor pergunta: sou católico e namoro uma protestante; posso casar com ela?

sexta-feira, outubro 31, 2014

PERGUNTA:
Cara Aline,
Primeiramente quero dar os parabéns pela divulgação do Domestica Ecclesia. É uma bênção sem sombra de dúvidas para a instituição da família, hoje em dia tão denegrida. Conheci hoje o site e pretendo visitá-lo frequentemente.
Vendo através dele os frutos que colheram não pude deixar de vir pedir auxílio. Entendo se não quiser responder. Estou passando por um momento de dúvida em minha vida.
Tenho um relacionamento com uma mulher, batista, eu sou católico. Não tenho dúvidas de minha fé, e reconheço nela uma pessoa muito boa, de fé em Deus, de valores e virtudes, com exceção a doutrina que compactua, muito galgada pela péssima catequese católica que temos por ai.
A pergunta que tenho feito e o site veio a levantá-la novamente é: será que é possível criar um ambiente familiar como o que tem?
Perdoe-me novamente a invasão. Muitas vezes não tenho a quem recorrer.
Fica com Deus.
RESPOSTA:

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Olá, F.,

Muito obrigada pela tua confiança em escrever-me e pelas gentis palavras em relação ao nosso blog.

O conselho que posso te dar é muito geral, dado que cada caso pede soluções específicas e o melhor seria o auxílio de um diretor espiritual experimentado.

A Igreja permite que te cases com uma batizada não-católica, ou seja, com uma cristã protestante ou ortodoxa. Todavia, deves pedir permissão ao Bispo para isso e te comprometer em oferecer educação católica aos filhos de vocês. Será possível manter um lar cristão, dado que os dois cônjuges são cristãos. Muitos valores e práticas são compartilhados pelos dois. A vontade de Deus será um norte para a família que vocês formarão.

Entretanto, a vontade de Deus, particularmente aplicada, pode ser motivo de discussões, especialmente na educação dos filhos. Mesmo que tu te comprometas a educá-los na fé católica, não há certeza de que tua futura esposa não colocará obstáculos a isso. Também os momentos de oração sofrerão severas limitações: tu rezarás o terço com os teus filhos, e a tua esposa não; tu comemorarás as festas da Igreja com os teus filhos, e a tua esposa participará apenas de algumas que os batistas também celebrem (Natal, Páscoa); os jejuns e abstinências da Igreja terão complicações na observância. Os Domingos verão a família separada, pois tu e os filhos irão à Missa e ela ao culto.

Ainda que a Igreja permita esse tipo de casamento, na prática há muitos inconvenientes, como vês. É por isso que a Bíblia nos alerta para que não tomemos jugo desigual (cf. II Co 6,14).

Um outro ponto a considerar é a possibilidade concreta de, no namoro, ou nos primeiros anos do casamento, levá-la a uma conversão à fé cristã plena, ou seja, ao catolicismo.

Reze muito nessa intenção, procure um diretor espiritual que tenha experiência, seja douto, piedoso e ortodoxo, e te submete aos seus conselhos como à vontade do Senhor.

Da minha parte, asseguro minhas orações na tua intenção e fico à disposição para qualquer consulta posterior.

Peço-te autorização para, omitindo teu nome, publicar esse questionamento e a minha resposta no blog.

Em Cristo,








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1 comentários

  1. No meu caso aconteceu exatamente isso! Cada ponto e vírgula do que a Aline disse é bem verdade. Foi complicado. Hoje meu esposo já não é mais protestante, mas tudo foi muito difícil!

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