segunda-feira, 11 de maio de 2015

O feminismo não liberta as mulheres


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A autora Suzanne Venker não acha que o movimento feminista tenha libertado as mulheres. Na verdade, ela pensa que o feminismo sabotou a felicidade das mulheres. Venker escreve que “de acordo com um relatório de 2007 do Escritório Nacional de Pesquisa Econômico, quanto mais as mulheres ganharam liberdade, educação e poder, menos felizes elas se tornaram”.

A graduada na Universidade de Boston se juntou à sua tia, a pensadora conservadora Phyllis Schlafly, para escrever o livro “O Outro Lado do Feminismo”.
Lavagem Cerebral

“Quando uma multidão adota uma opinião em massa, todo o pensamento crítico acaba.” (William Powers)



Quando o assunto é as mulheres na América, “progresso” é a palavra de ordem. De acordo com o Free Online Dictionary, progresso significa “melhoria estável ou da sociedade ou da civilização”. É um termo relativo — como se pode melhorar qualquer coisa é algo inteiramente subjetivo. Ainda assim, quando falamos sobre as mulheres na América, o progresso nunca é definido, debatido ou qualificado. A questão está enganosamente sendo dada como resolvida.

Nas últimas décadas, é amplamente aceito que as mulheres na América frequentemente, se não sempre, ficam com os bagaços da laranja. De acordo com as feministas, as mulheres, como os negros, foram oprimidas por séculos. É-nos dito que não progredimos o suficiente e que a sociedade ainda não igualou as oportunidades. Essa filosofia está tão impregnada em nossa cultura que os americanos não a questionam. Nem mesmo rotulamos como “feminista” pensar assim; é simplesmente lugar-comum acreditar que as mulheres sofrem discriminação. Ligue a televisão, folheie uma revista, ou preste atenção às ondas de rádio, e você será inundado de histórias de mulheres que se perguntam como suas necessidades podem ser melhor satisfeitas, como elas podem melhor equilibrar suas vidas ou como elas podem lidar com uma miríade de problemas e perigos que encaram. As reclamações das mulheres agora dominam a conversa.

Mas reclamações são como capim-colchão: quanto mais acaloradas elas se tornam, mais elas se espalham. As organizações feministas até mesmo promovem o crescimento das reclamações com as “sessões de conscientização”, nas quais feministas trocam relatos de como alguns homens as maltrataram e discutem o que o governo deveria fazer para compensar.

Entretanto, enterrada abaixo da superfície repousa a verdade: As mulheres americanas são os seres humanos mais afortunados que já viveram. Ninguém esteve em situação melhor. Ninguém.

Essa é uma nova e chocante mudança em um velho debate. Até mesmo soa descabida em um pedaço de papel ou escapando da boca. Isso ocorre porque os americanos têm sido condicionados a acreditar em outra coisa. Milhões de americanos pensam que o progresso exige que as mulheres se libertem — libertem-se dos homens, das crianças, das construções da sociedade, de quase tudo que faz as mulheres se sentirem em dever para com alguém ou algo que não seja elas mesmas.

A parte mais triste dessa visão equivocada da natureza humana é que ela não tornou as mulheres mais felizes. Na verdade, ela fez exatamente o contrário. De acordo com um relatório de 2007 do Escritório Nacional de Pesquisa Econômica, “assim que as mulheres ganharam mais liberdade, educação e poder, elas se tornaram mais infelizes”.

Os autores desse relatório, Betsey Stevenson e Justin Wolfers, sugerem que “a proeminência do movimento das mulheres forneceu uma euforia nos anos 70 que foi se dissipando nos anos seguintes”. Isso não é surpresa. A maioria das mulheres da América está à centro-direita e não quer o que as mulheres de esquerda querem. A maioria das mulheres deste país é tradicionalista e não quer mudar a América.

As feministas querem. Elas passaram décadas tentando convencer as mulheres de que a América precisa acomodar o feminismo para que então as mulheres possam ser desacorrentadas, libertadas e pressupostamente felizes. Essa tem sido uma ideia sedutora. As mulheres certamente gostam da ideia de ficarem livres de suas responsabilidades de vez em quando; elas podem gostar do pensamento de serem libertadas de maridos e filhos às vezes. Quem não gostaria?  O casamento e a maternidade exigem muito trabalho e sacrifício. Mas as mulheres não querem ser “livres”, se ser livre significa ser solteira, dependente do governo ou mesmo uma figura poderosa sem tempo para a família. A maioria das mulheres na América quer o que uma pessoa razoável quer: uma família para amar e — sim — da qual até mesmo depender.

A esquerda feminina quer algo mais. “Enquanto nos aproximamos do novo século — e do novo milênio —, são os homens que têm de transpassar a barreira para que cheguem a uma nova forma de pensar sobre eles mesmos e sobre a sociedade”, escreveu Betty Friedan na edição de 2001 de seu livro histórico de 1963, The Feminine Mystique. “É uma pena que as mulheres não possam fazê-lo por eles e não vão muito longe sem eles. Porque é maravilhoso considerar como as mulheres mudaram as possibilidades de nossas vidas desde que transpassamos a barreira da mística feminina há apenas duas gerações;”

Essas poderosas palavras ajudaram a formatar toda uma geração de mulheres americanas. Implícita na visão de mundo de Friedan — a visão que muitos americanos foram criados para aceitar — está a noção de que as mulheres são oprimidas, e que os homens é que precisam mudar. Friedan acreditava que desigualdades eram severamente impostas às mulheres. A única forma de eliminar a opressão às mulheres, ela dizia, é mudar os homens e a sociedade  — criar uma América diferente, que seja mais justa e equitativa para com as mulheres.

Aqueles tentados a desconsiderar Betty Friedan como alguém que não tem mais influência não devem fazê-lo. As palavras dela vivem nas mentes de mulheres esquerdistas influentes cujas metas em nada diferem das de Friedan. Em novembro de 2009, Maria Shriver, trabalhando em conjunto com o think tank de esquerda Center for American Progress, produziu um documento exaustivo de quatrocentas páginas intitulado The Shriver Report: A Woman’s Nation Changes Everything (O Relatório Shriver: Uma Nação de Mulheres Muda Tudo, em tradução livre). O seu argumento argumento principal é que as políticas do governo e as leis “continuam a se basear em um modelo ultrapassado de família americana”.

Shriver e companhia — o que inclui Oprah Winfrey — procuram remediar esse suposto problema relatando que não estamos mais vivendo em um “mundo do homem”, mas em um “mundo da mulher”. Elas consideram a família tradicional uma coisa do passado, o que é bom para elas porque o que as feministas realmente querem é um matriarcado. E agora elas admitiram isso. O Relatório Shiver alardeou que “enquanto passamos por essa fase que estamos chamando de ‘uma nação da mulher’, as mulheres podem transformar seu papel principal como assalariadas, como consumidoras, como patroas, como formadoras de opinião e como co-iguais no que quer que seja feito em uma poderosa força pela mudança. O emergente poder econômico dá às mulheres um novo lugar na mesa — na cabeceira.”

A cada dois anos as revistas Time e Newsweek perguntam se “o feminismo morreu”. Ele não morreu. Enquanto as pessoas associam o feminismo à revolução da década de 60, já que foi aí que o feminismo começou, o feminismo e as feministas não desapareceram só porque não estão mais marchando nas ruas. Elas simplesmente abandonaram os protestos barulhentos e se metamorfosearam no tecido da sociedade. A esquerda ofereceu às feministas um lar, um lugar onde elas poderiam confortavelmente se divertir — junto com os Barack Obamas do mundo — e planejar sua estratégia para “transformar fundamentalmente” a América.


[Nota: este texto faz parte do plano de comunicação do livro “O Outro Lado do Feminismo”, que precisa do seu apoio para ser publicado no Brasil. Entre no site http://kickante.com.br/outrolado e garanta sua cópia antecipadamente.]

Tradução: Ramiro Freire

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