Como um guarda-roupa cápsula inspirado em Audrey Hepburn devolveu-me a confiança

terça-feira, novembro 01, 2016

Apresentamos um texto incrível da revista americana Verily, escrito pela Elle Griffin, e traduzido pela minha amiga e xará Profª. Aline Galhardo. Verily é uma revista de moda, como tantas outras no mercado editorial, porém inspirada em valores cristãos, interessada em falar da beleza real e inspirar mulheres a serem a melhor versão de si mesmas!

Quanto ao artigo, não é preciso concordar com tudo. Eu mesma não adoto o método do guarda-roupa cápsula. Mas ele serve para reflexão. Vamos ao texto?
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Audrey Hepburn

Eu era uma mulher cheia de energia. Ganhei muito dinheiro enquanto diretora de marketing em uma empresa emergente de tecnologia, arrumava meu cabelo e usava maquiagem diariamente, vestia lindas roupas e joias no escritório, e conduzia reuniões de negócios de alto nível que movia a indústria de tecnologia para frente.

Mas eu tinha um sonho. Eu queria escrever full time . E então, depois de dois anos trabalhando no meu negócio paralelo, deixei meu emprego oficial e passei a ter uma carreira full time. Durante um ano, meu marido e eu viajamos constantemente, pegando a estrada pelo oeste. Visitamos amigos e familiares em todos os cantos do nosso país e por fim nos mudamos para Salt Lake City. Eu estava empolgada por trabalhar na estrada, vestir meu pijama durante o dia, e viver como se estivesse de férias.

Por um tempo, de certa forma.

A realidade daquele sonho era a de que eu comecei a perder de vista aquela mulher poderosa que um dia eu havia sido—a mulher que havia conseguido todos os empregos para os quais se candidatara e que se vestia como uma CEO que estava destinada a ser. Longe do confinamento e da disciplina  de um escritório, comecei a me descuidar.  Eu perdi minha motivação e confiança. Senti que minha vida organizada começara a se transformar no  contrário.

Meu trabalho enquanto escritora em casa fez com que meu look  ficasse sem graça. Tudo se tornou casual. Nada combinava. Tudo parecia pijama. E não importava o que eu vestisse, sentia-me fracassada.

Então perguntei a mim mesma, como eu gostaria de me sentir em minhas roupas? E quem eu gostaria de ser quando as vestisse? Queria me sentir um pouco mais como uma escritora  “best-seller do New York Times” e um pouco menos como uma blogueira que trabalhava em casa.

Aquilo me levou a ter um mantra de guarda-roupa: O que Audrey faria?

Audrey Hepburn é um ícone da moda. Ela encarnava exatamente a vibe que eu desejava. A melhor parte do seu look é a sua simplicidade. Você praticamente só a vê vestindo seis peças: um vestido preto clássico, uma camisa branca de manga curta clássica, uma camisa preta clássica de manga longa, uma camisa preta de manga curta clássica, um vestido preto sem mangas, e uma calça preta clássica. E só. Seis peças e um colar de pérolas. Aparentemente você só precisa disso para ser um ícone da moda.

Ninguém nunca insistiu no fato de que Hepburn estava sempre vestindo a mesma coisa. Ninguém fica entediado com o guarda-roupa dela. Cada peça que ela veste é completamente clássica e, portanto, poderia ser usada dia após dia sem se cansar.  

 Audrey me inspirou a tentar o método “guarda-roupa cápsula”. Ao me concentrar apenas em cores como preto, branco e cores tipo urze (com uma pitada de rosa bebê), decidi como meu closet seria. Então eu doei todas as peças que não se enquadravam. Como você pode imaginar isso reduziu meu guarda-roupa de forma significativa. Houve um momento em que havia somente dez peças de roupa em minha “cápsula”.

1. Boden, $54 / 2. Warehouse, $57 / 3. J.Crew Factory, $30 / 4. ModCloth, $80 / 5. Warby Parker, $95; John Lewis, $123; Old Navy, $12 / 6. Boden, $108




1. Boden, $54 / 2. Warehouse, $57 / 3. J.Crew Factory, $30 / 4. ModCloth, $80 / 5. Warby Parker, $95John Lewis, $123Old Navy, $12 / 6. Boden, $108


Embora isso possa soar extremo, eu tinha tudo do básico: uma camisa branca, uma camisa azul, três suéter urze, uma camiseta preta, uma camiseta marfim, um par de leggings, e uma calça jeans. Todos os dias eu fazia combinações com essas peças por quarto meses sem sentir que precisava de algo mais. E eu me senti como uma pessoa totalmente renovada.

Agora eu oscilo entre quinze artigos de vestuário. Nunca tenho de pensar no que vestir todos os dias. Eu sei que tenho aquilo de que preciso para criar uma look excelente. Só preciso colocar uma joia de presença e ir trabalhar me sentindo uma milionária.

Isso, no final, sempre fora o objetivo inicial: um guarda-roupa que fosse simples em sua elegância, que me fizesse sentir um ícone da moda todos os dias (exatamente como a Hepburn), e melhor ainda, me fizesse sentir como uma mulher ponderosa novamente. Porque me vestir para a vida que eu quero tem sido uma experiência poderosa e inspirou até mesmo alguns dos meus melhores trabalhos.

Nossa aparência exterior é um reflexo de como nos sentimos por dentro. Foram necessárias algumas tentativas e erros, mas aprendi que a versão de mim mesma que eu apresentava ao mundo me impactou enormemente. Quando me senti orgulhosa de como me vestia, meu trabalho e minha confiança aumentaram.

Não levou muito tempo até que eu chegasse lá. Para mim, quinze peças de roupas marcaram a diferença entre me sentir derrotada e me sentir poderosa e confiante. Como a mulher poderosa que sou e a mulher poderosa que eu poderia ser. Eu suponho que quando se trata da vida (e da moda), às vezes menos realmente é mais.

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Elle Griffin é a diretora criativa de Over The Moon e a anfitriã do baile anual Over the Moon Ball. Elle é escritora, palestrante, e estudiosa da Virgem Maria e utiliza seu tempo livro dando aulas de religião e escrevendo novelas de ficção para jovens adultos.

Aline Galhardo é casada e professora de Inglês há 6 anos. Contato para traduções e aulas particulares: teacher.galhardo@gmail.com

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