terça-feira, 18 de abril de 2017

Tríduo Sacro em família

Aqui o meu look de Sexta-feira Santa para ir à igreja: o vermelho do blazer lembrando da Paixão do Senhor, o vestido preto discreto e clássico para mostrar a tristeza de nossas almas pela dor que o Salvador enfrentou por cada um de nós.






Vivemos intensamente, como família católica, o Tríduo Sacro na igreja e em casa. Na Quinta-feira Santa fomos à Missa da Ceia do Senhor, à noite, na Igreja Nossa Senhora da Conceição, aqui em Piratini, e após permanecemos alguns minutos em adoração ao Senhor presente no Santíssimo Sacramento. 

Como se trata de um período de recolhimento e oração, desligamos TV, rádios, aparelhos de som e qualquer tipo de música, exceto para assistir programação explicitamente religiosa, como as transmissões do Vaticano, ou cantos gregorianos próprios da Semana Santa. Aproveitamos para explicar às crianças o sentido de cada celebração do Tríduo, fazer atividades referentes a esses momentos (colagens, pinturas, artesanato), ler a Bíblia juntos, e rezar muito em família. Também com meu marido fizemos o Ofício de Trevas diante de nosso altar. Inauguramos também nossa imagem da Santa Ceia na sala de jantar.






Fiz uma torta de maçã para começarmos a nos nutrir para o jejum do dia seguinte.


Na Sexta-feira Santa, permanecemos em silêncio e oração, meu marido assou uma anchova na brasa para o almoço neste dia de jejum e abstinência de carne, e depois viajamos a Bagé para, às 15h, assistir a Solene Ação Litúrgica da Paixão do Senhor com o Pe. Cleber, sacerdote que frequenta nossa casa e que batizou a Maria Luiza, nossa filha mais nova. Voltamos de lá rezando o terço em família, meditando nos mistérios dolorosos. À tarde, vimos pela televisão o Sermão das Sete Palavras na TV Canção Nova, e à noite, assistimos a transmissão do Descendimento de Cristo da Cruz em São João del Rei, MG, pela TV Aparecida. Fomos todos deitar em silêncio, contemplando Jesus que por nós morreu.

O missal de fiéis do meu marido para acompanhar as cerimônias da Paixão.


Aqui a Maria Luiza, a mais nova, e a Maria Antônia, a mais velha, de véus na igreja, em Bagé.




No Sábado Santo, continuamos o silêncio e a oração, refletindo sobre o Senhor cujo corpo estava no sepulcro, enquanto Sua alma descia à mansão dos mortos para resgatar os justos e levá-los ao céu. Explicamos para as crianças esse mistério de nossa fé e mostramos ícones bizantinos sobre o tema. Na noite, tecnicamente já Domingo de Páscoa antecipado, fomos todos à Missa, em Piratini, da Solene Vigília Pascal, com a bênção do fogo novo, o canto do Exultet, as leituras proféticas, o canto do Glória, o romper do Aleluia trancado durante a Quaresma, a ladainha dos santos e todas as belas cerimônias que fazem dessa celebração a mais importante do ano. Jesus ressuscitou! Saindo da Missa, nos dirigimos aos meus pais onde, com meus irmãos e amigos, fizemos um churrasco. 




Esse foi meu look na Vigília Pascal, com vestido Maria Valentina, scarpin, meia-calça, lenço (que serve também de véu para rezar e ir à igreja) e jaqueta de couro burgundy SheIn.





Crianças cansadas, fomos para casa dormir, e na manhã do Domingo de Páscoa, todos acordamos para rezar e procurar os ovos que o "coelho da Páscoa" deixou para as crianças. Aqui elas de pijamas, com alguns dos ovos e chocolates na mesa - depois receberam mais - e o ícone da Ressurreição, símbolo dessa data tão especial para nós.


Claro, tudo seguido de um novo churrasco, com a Bênção Solene da Mesa Pascal feita pelo meu marido como chefe da família, e muita picanha, entrecot, linguiça, riñones (rins de ovelha) e coração de ovelha. Junto ao balde de espumante, vocês percebem novamente o ícone da Ressurreição.






Feliz Páscoa a todos!

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