O menos é mais

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Para andar na moda, mas não ser dela escrava ou vítima, basta usar o bom senso e ter como regra que o menos é mais. Por incrível que pareça, não é preciso muito dinheiro para andar bem vestida, e sim disposição para procurar boas peças e estar antenada para as ofertas que surgem.

É sabido que a capacidade de uma mulher descobrir "lugarzinhos" que vendam peças boas por preços excepcionais já vem "de série" conosco. Também vale lembrar que estes mesmos lugares podem ter peças de gosto duvidoso e tecidos de má qualidade com acabamento ruim: certamente aí o barato sai caro.

Eu tinha uma amiga que brincava comigo dizendo que adoraria me ver usando um traje que passasse da bicoloridade para, pelo menos, mais uma cor.Isto faz parte de meu passado, quando morria de vergonha que me olhassem ou de errar. Exageros à parte, quando se fala em modéstia e elegância no vestir não precisamos ser tããããooooo simples a ponto de nos confundirem com um objeto de cozinha - clean e básico. É bom investir em estampas e em acessórios. Mais uma vez, vale lembrar que eles apenas COMPLEMENTAM o visual e não tomam conta dele.

Outro detalhe que se faz necessário ressaltar: a estação do ano que vivenciamos deve ser uma aliada e não uma inimiga. No inverno não precisamos andar toda entrouxadas como mendigas que pegam todo o guarda-roupa e colocam por cima porque está frio. Do mesmo modo, no verão não é porque está quente que está permitido usar o mínimo de metros de tecido por "corpo quadrado" (ou redondo). Há inúmeros tecidos mais leves e gostosos de usar que podem cair bem e nos vestem melhor com mais distinção (sem perder a alegria própria dessa estação). 

E aí vale um toque: ledo engano daquelas que acham que pouca roupa traz vantagens. Uma bela saia longa ou até o joelho, ao invés de um shortinho, provoca atos inexplicáveis, como portas abertas, lugares sentados cedidos, e olhares respeitosos e curiosos com todo esse mistério - palavra de quem já provou isto. 

Se quisermos saber por onde começarmos, é melhor errar por estar menos do que mais, e nos inspirarmos em personalidades que se distiguem por seu bom gosto ao vestir.

É importante sabermos que a beleza no vestir, saber a harmonia das cores e acessórios nos torna agradável ao próximo, e os detalhes sutis são os que nos diferenciam uma das outras e nos dão o que chamam de estilo próprio. Este estilo tem a ver com nossas características, que são tão únicas e relacionam-nos com o mundo. 

Uma mulher, digamos, mais efusiante, alegre, pode usar uma cor mais chamativa ou investir num acessório "diferente". Combinará com seu estilo divertido de ser (mas nunca os dois juntos, por favor!). Alguém mais discreto, recatado, fica bem em um modelito com um corte mais insinuante, um sapato diferente, um cabelo desalinhado, e também o inverso pode acontecer. Não há regras fixas, cabe a cada uma ter um bom "desconfiômetro", quando se olha no espelho: se estiver na dúvida, não coloque, tire e reduza porque o menos é (PRATICAMENTE SEMPRE) mais.

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1 comentários

  1. Querida Aline

    Além de excelente texto como sempre suas dicas são ótimas. Se todas as moças hoje em dia percebessem essa "máxima" a qual vc entitulou seu artigo acredito que não haveriam tantas gafes e tanta indiscrições em nossa sociedade.

    Parabéns. Sou sua fã.

    Chris.

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