Geração Peter Pan

segunda-feira, maio 04, 2009

Muito me impressionam os tempos contraditórios em que vivemos. Nós, mulheres, lutamos contra o tempo, queremos beleza a todo custo, a juventude eterna. O que era natural, como crescer, abraçar sua vocação primária – seja o matrimônio ou a vida religiosa – e envelhecer com dignidade e uma bonita história que nos faça olhar para trás quando nos preparamos para um acerto de contas com o Criador, foi esquecido, abafado. Tudo isto decorre de uma sociedade corrompida e sem Deus.

Vivemos tempos loucos na correria pela vida confortável, pela busca incessante por dinheiro e poder. Clínicas estéticas crescem cada vez mais. Nada contra, acho que temos a obrigação de nos cuidarmos, mas o que me assusta é que, por exemplo, os cursinhos de artes manuais e as livrarias não acompanham este ritmo. O incentivo ao culto do corpo é a mais vil consequência de nossa sociedade antropocêntrica, herança desgraçada do “tempo das luzes”. Parece que nos aproximamos da Grécia antiga, mas apenas em seus vícios.

Por que cada vez mais encontramos jovens perdidos, sem saber o que querem da vida? E homens e mulheres que, na idade da maturidade, têm medo do casamento e preferem morar com papai e mamãe, no conforto do lar, sem ter a coragem de passar trabalho? Como na reportagem da revista Veja de 15 de abril de 2009, onde jovens afirmam que é mais fácil, pois assim, além de ter o conforto de não se preocupar com o cuidado de uma casa, podem economizar o dinheiro que ganham com seu trabalho para outras atividades, como se fosse uma mesada extra.

Há uma doença que se alastra por toda sociedade, é um mal celebrado por todos. É a tal “síndrome de Peter Pan”, o homem e a mulher que não querem crescer. Ou porque têm medo, ou por puro comodismo.

O fato é que isto é celebrado nos dias de hoje. Homem que se veste como homem, e não como marginal ou uma criança, é raro! O mesmo com as mulheres: usam roupa vulgar ou se escondem atrás de um aparente desleixo para não serem notadas. Evidentemente, aparência não é tudo, porém o exterior deve refletir o interior. E o interior se revela também pelas atitudes, não só pelas roupas: medo do compromisso mais sério, medo de administrar um lar, medo de ter rugas e por aí vai.

Sintomas de uma sociedade egocêntrica, onde nos colocamos a nós mesmos como critério. Somos felizes assim? Nossas mulheres estão contentes com todo este feminismo e liberalismo? Nossos homens estão contentes em terminar suas vidas sozinhos ou com um histórico de uma família infeliz?

É realmente interessante para seus inimigos que continuemos “eternos jovens”, desmiolados, confusos e perdidos. Assim como ovelhinhas facilmente manipuláveis.

Onde estão as famílias que se reúnem no domingo para almoçar, e até mesmo brigar e depois se acertar? Lutar juntos pelo casamento, com todos os seus contratempos, ir à missa juntos e crer que tudo que vivem é somente por amor. Não o sentimento efêmero e enganoso de uma paixão, e sim um amor que só nos enche de vida e de paz, o verdadeiro amor, que vem de Deus.

É somente por meio deste amor que somos capazes de superar todas nossas crises e ultrapassar as etapas que temos que passar. Crescer dói, cansa, machuca, mas se temos a Cristo como amparo, como aquele pai que nos enche de força, e à Igreja como nossa mãe, aquela que nos dita o caminho pelo qual devemos andar, nada temeremos.

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