A ideologia do gênero: seus perigos e seus alcances

domingo, junho 08, 2008

Abaixo, a apresentação de um importantíssimo documento dos Bispos peruanos, sobre os temas tratados neste blog. A tradução do castelhano foi feita pelo pessoal do Veritatis Splendor, que também a publicou.

Leia o documento inteiro clicando aqui.

Boa leitura!

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Conferência Episcopal Peruana
Comissão Episcopal do Apostolado Leigo
Comissão Ad-Hoc da Mulher
A IDEOLOGIA DO GÊNERO: SEUS PERIGOS E ALCANCES


APRESENTAÇÃO

Tem-se ouvido durante estes últimos anos a expressão "gênero" e muitos imaginam que é apenas uma outra maneira de se referir à divisão da humanidade em dois sexos. Porém, por detrás desta palavra se esconde toda uma ideologia que pretende, precisamente, modificar o pensamento dos seres humanos acerca desta estrutura bipolar.

Os proponentes desta ideologia querem afirmar que as diferenças entre o homem e a mulher, fora as óbvias diferenças anatômicas, não correspondem a uma natureza fixa que torne alguns seres humanos homens e, a outros, mulheres. Pensam, além disso, que as diferenças de pensar, agir e valorizar a si mesmos são produto da cultura de um país e de uma época determinadas, que atribui a cada grupo de pessoas uma série de características que se explicam pelas conveniências das estruturas sociais de certa sociedade.

Querem se rebelar contra isto e deixar à liberdade de cada um o tipo de "gênero" a que quer pertencer, todos igualmente válidos. Isto faz com que homens e mulheres heterossexuais, os homossexuais, as lésbicas e os bissexuais sejam apenas modos de comportamento sexual produto da escolha de cada pessoa, liberdade que todos os demais devem respeitar.

Não é necessária muita reflexão para se dar conta de quão revolucionária é esta posição e das conseqüências que implicam a negação de que há uma natureza dada a cada um dos seres humanos por seu capital genético. Dilui-se a diferença entre os sexos como algo convencionalmente atribuído pela sociedade e cada um pode "inventar" a si mesmo.

Toda a moral fica à livre decisão do indivíduo e desaparece a diferença entre o permitido e o proibido nesta matéria. As conseqüências religiosas são também óbvias. É conveniente que o público em geral perceba claramente o que tudo isto significa, pois os proponentes desta ideologia usam sistematicamente uma linguagem equívoca para poder se infiltrar mais facilmente no ambiente, enquanto habituam as pessoas a pensar como eles. Este livreto pode auxiliar muito na precisão dos conceitos e chamar a uma tomada de posição em relação à mencionada ideologia.

Mons. Oscar Alzamora Revoredo, S.M.
Bispo Auxiliar de Lima - Membro da CEAL
Lima, Abril 1998.

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2 comentários

  1. Anteontem fui à audiência pública da Câmara sobre o aborto e me impressionou a falta de educação de umas "feministas" xingando uma deputada, que dizia-se também feminista e expressava-se contra o aborto. As mal-educadas chamavam a deputada, entre outras coisas, de "feminista de araque".

    Me impressionou mais a convicção na cartilha feminista que encontramos aí. Quer dizer que, para ser defensora da mulher, deve-se necessariamente aprovar a matança de filhos ainda na barriga da mãe? Ninguém percebe quão incongruente é isso? Uma opinião tão contraditória só pode ser fruto de um fundamentalismo empedrado e malicioso. "Ideologia de gênero" é um eufemismo carinhoso pra isso.

    No mais, Aline, adoro ler seu blog. Coloque sempre mais material!

    Beijos

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  2. Aline,
    Gostei bastante do seu site. É um desafio, na sociedade hodierna, ser mulher, jovem e católica.
    Já percebeu como nossas opiniões são desconsideradas quando as pessoas descobrem que somos católicas?
    Uma opinião apartada de qualquer viés religioso é respeitada até o momento em que nosso credo permanece oculto. Quando revelamos nossa crença, os argumentos são destituídos do cientificismo e da lucidez, sendo reduzidos a um "ah, é uma opinião da Igreja".
    Hoje, luto pelo direito de ser vista como mulher, pensadora e, acima de tudo, CATÓLICA.
    Parabéns pelo site.
    Andressa

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