A modéstia é absoluta, sua exteriorização é relativa

terça-feira, janeiro 11, 2011

Já falamos inúmeras vezes aqui de como a exteriorização da modéstia é relativa às circunstâncias, culturas, necessidades, e mesmo ao corpo da mulher (o que cai bem em uma fica imodesto em outra).

Alguns não aceitam, e, radicalizando o discurso da modéstia, negam essa necessária relatividade como se fosse relativismo. Nem toda relatividade é relativismo. Como nem toda situação absoluta é absolutismo.

Uma prova de nossa argumentação são as fotos abaixo. Jovens católicas francesas em uma peregrinação de vários quilômetros até Chartres, para a solenidade de Pentecostes, o que fazem todos os anos. Como se tratava de uma caminhada muito grande, quase todas usaram CALÇAS e algumas até bermudas.

Vejam: não estamos tratando de católicas modernosas, progressistas. São católicas tradicionalistas, acompanhadas por padres de batina, que celebram a Missa tridentina etc.






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12 comentários

  1. Só queria dizer que estou apaixonada pelo seu blog, parabéns pelo trabalho!

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  2. Cara Aline,
    Penso que o exemplo que usa como argumento é falacioso.
    Porque é que as católicas ditas "tradicionais" são inequivocamente exemplo de modéstia? Só porque assistem à Missa Tridentina?
    Nessa ocasião podem até estar vestidas de uma forma modesta, mas nas fotos em questão, será que calções que mostram as coxas são realmente modestos?

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  3. Caríssima Teresa,

    Penso que minha esposa concordaria comigo na resposta.

    As tais católicas apresentadas são acompanhadas, espiritualmente, por sacerdotes de inequívocas ortodoxia e piedade. Não lhe escaparia uma maior atenção a elas se tais roupas fossem imodestas em si mesmas.

    Realmente, o ambiente sacral de uma Missa pede um "plus" nas vestimentas, não como hipocrisia de quem veste algo "na presença de Deus" e outra coisa "longe" d'Ele, e sim como manifestação mais clara da santidade do lugar da Missa e do próprio santo sacrifício.

    Por outro lado, bermudas, ainda que mostrem as pernas, são adequadas para uma longa caminhada, debaixo de sol forte.

    In Christo et Matre,

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  4. Caro Rafael,
    obrigada pela resposta.

    Concordo que não é hipocrisia vestir-se ainda melhor na Missa...afinal receber um sacramento é uma ocasião sempre especial pelo que é bom que o exterior reflicta a preparação e devoção anteriores.
    No entanto, usar calções tão curtinhos, ainda que "para uma longa caminhada, debaixo de sol forte" não me parece adequado.
    Penso que, exactamente por causa do sol, uma calça comprida, folgada, de algodão, por exemplo, protegeria mais a pele, seria igualmente fresca e muitissímo mais modesta.
    Ademais, não sabemos se as jovens em questão foram, ou não, alertadas ou repreendidas sobre esta questão. Um padre "tradicionalista" é igualmente falível e pode mesmo, como a maior parte dos padres que conheço, nem "pregar" acerca da modéstia.

    Por fim, e depois de saber a opinião de rapazes católicos da minha idade, apercebi-me que, de facto, expor assim as coxas com calções curtos e justinhos é provocante.

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  5. Cara Teresa,

    Sim, realmente, os sacerdotes são falíveis, mas, pelo contexto, a presunção é de que não tenha se equivocado justamente em um aspecto tão necessário. Ademais, as procissões de Chartres acontecem já há vários anos, e as vestimentas são as mesmas. E não é nenhuma "procissão de jovens da TL"...

    De outra sorte, concordo com calções curtos e justinhos sejam provocantes, mas não notei nenhum justinho. Curtos, sim, e que, por prudência, poderiam ser um pouco menos curtos. Mas a idéia das pernas de fora, que é a que o post quis retratar, permanece.

    E são meninas mais novas também, não senhoritas de 26, 27 anos. Também a idade conta.

    O que quero dizer é que, se há, sim, roupas declaradamente imodestas, outras só o são conforme a situação.

    Evidentemente, como a Igreja não se manifestou a respeito, há licitude de pensamento tanto no teu pensamento quanto no da Aline. Ainda aqui serve o post: mostra que uma concepção particular de modéstia não pode acusar a outra, antagônica, de ser "mundana", "não-católica" etc, como alguns apostolados por aí fazem.

    Em Cristo,

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  6. Caro Rafael,

    mais uma vez, muito obrigada.
    Concordamos no essencial, discordamos no que nos é lícito.

    A benção de Deus para si, para a Aline e para a vossa filhota.

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  7. Essa é a postura da verdadeira liberdade em Cristo, caríssima Teresa. O que nos une é a submissão ao Magistério, a fé católica, a piedade, e a concordância no que a Igreja definiu.

    Seria tão melhor se visões distintas podem ser respeitadores e não distribuidoras de apelidos...

    Parabéns pela tua postura! E obrigado pela lembrança à família. Um recuerdo à tua também, na segurança de minhas pobres orações.

    Como vai o aguerrido "Condado Portucalense"?

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  8. Caro Rafael,

    a questão da modéstia é realmente complexa e delicada...não se pode reduzir a radicalismos, nem para um lado nem para o outro. Assim, rezo, procuro informação, ajo de acordo com a minha consciência, pedindo a Deus para fazer a Sua Santíssima vontade.
    Quando ao "Condado Portucalense", avizinham-se tempos críticos.
    Depois da legalização do aborto e do "casamento" gay, já se fala em adopção por homossexuais e em eutanásia, bem como de leis simplistas para que os transexuais mudem mais facilmente de nome, na conservatória.
    Isto a juntar à crise económica, à subida do IVA, à redução dos abonos e ao aumento da pobreza.
    Por aqui, também é difícil ser-se cristão e muito mais, católico.
    Nas Igrejas há poucos jovens (mas convictos!), é-se homófobo por dizer que a homossexualidade é contra-natura, ainda que se se aja caridosamente em relação à pessoas homossexuais, é um escândalo dizer que se vai à Missa todos os Domingos e quem se veste modestamente é frequentemente ridicularido.
    Ser casto é ser frustrado e acreditar em Deus é sinónimo de falta de inteligência.
    No meio universitário estas dificuldades agravam-se.

    De facto, ultimamente parece restar pouco do reino catolissíssimo que Portugal foi outrora.
    Felizmente há sinais de esperença, de quando em quando. Este Natal, por exemplo, milhares de famílias portuguesas puseram nas janelas estandartes do Menino Jesus e organismos caritativos da Igreja, como a Cáritas, têm cada vez mais relevo e mérito, sendo amplamente reconhecida a sua importância neste tempo de crise.
    Enfim, com a graça de Deus, há que preserverar. Deus nunca falha a quem n'Ele confia.

    Que Nossa Senhora de Fátima interceda hoje e sempre junto de Deus, por Portugal e pelo Brasil.

    Fico muito grata pelas suas orações, lembrar-me-ei também de vós.

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  9. Oi, concordo com a Teresa no primeiro post. Aumentei a foto com zoom e vi que as bermudas estão curtas sim.
    Se fossem saias do mesmo tamanho, seriam chamadas de mini-saias, onde sabemos que não é nem um pouco modesto.
    Existem bermudas lindas e modestas que podem ser usadas sem medo.
    Logo serei Personal Stylist, e uma dica que todos os profissionais da área dão, é que as bermudas/shorts devems er usados com cautela, sem ser colado no corpo e sem ser demasiado curto, pra não fiar vulgar. A intenção das moças da foto não foi esta, mas podem ter errado sim na escolha da peça.

    Acompanho um blog ótimo de uma amiga Personal Stylist e ela fez um post sobre o uso de bermudas. Veja que nas fotos, a maioria das mulheres estão bem vestidas com suas bermudas.
    http://achadosdemoda.blogspot.com/2011/01/duvida-da-leitora-posso-usar-short-com.html
    Um abraço!

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  10. Ale,

    Eu também não recomendaria bermudas daquele tamanho, e a Aline não usa nem gosta disso. Apenas postou pela idéia, não pelo tamanho, que, olhando mais atentamente, se nota que são curtas demais.

    A idéia da bermuda ou do short, em si, mesma, que é a que o blog quer passar, todavia, permanece.

    Aliás, a Aline postou algo sobre bermudas e shorts modestos aqui no blog mesmo, lembra?

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  11. Olá. Parabéns pelo blog. Evidentemente não aproveito diretamente as dicas, mas nota-se o bom gosto e a sinceridade.

    Tenho uma questão. Li que Padre Pio era extremamente rígido com a modéstia das mulheres que iam se confessar com ele, inclusive se recusando a atendê-las quando usavam calças, por exemplo. Ele dizia que doía nele ter que fazer isso, mas que era a vontade de Deus. Até aí posso entender e achar razoável (dado a cultura da época). No entanto, fiquei intrigado ao ler que ele se negou a atender uma mulher porque ela vendia calças. E mandou que só voltasse quando tivesse largado aquilo. Ou seja, o problema não era somente o uso no confessionário, mas a calça em si, no dia-a-dia.

    Quando li isso, confesso que aos meus olhos - acostumados com o século XXI - me pareceu um exagero e fiquei com dúvidas se esse rigor seria devido ainda nos dias atuais, onde uma calça, em certos casos, chegaria a ser um avanço. Mas trata-se de um santo e eu prefiro acreditar nele do que na minha impressão inicial. Também me causou certa apreensão pensar nas boas almas (de homens e mulheres) que acabam se acostumando a essa cultura atual. Conheço garotas de bom coração, que acreditam em Deus (embora não estejam frequentes na missa ainda), mas que se vestem assim porque é a moda.

    E mais: na aparição à Santa Brígida, Jesus Cristo menciona também o uso de maquiagem como um pecado. Não sou referência, mas com os meus próprios "botões" eu jamais teria pensado nisso. Não consigo compreender muito bem, e o que Ele disse não me pareceu uma questão contextual.

    Hoje em dia, não me imagino conseguindo convencer uma garota a não usar maquiagem porque é pecado. Confesso que fiquei confuso e surpreso: É pecado o uso ou o abuso? Há mais fontes a respeito? Pergunto mas sei que essa aparição é confiável.

    Enfim, gostaria de ver a visão do blog a respeito das coisas que escrevi.

    Desculpe por me estender.

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