quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O passo a passo para se vestir com elegância e modéstia

“Não ande por ai mandando mensagens de que seu corpo é a melhor parte de você - implicando que seu coração, seus pensamentos e sua alma não sejam importantes. Ao invés disso, desperte com a sua modéstia, o desejo de conhecerem-na melhor.” (Crystalina Evert)

À mulher graciosa e fiel se lhe pedem duas coisas na atenção ao que veste: que esteja elegante e que esteja modesta. É possível estar elegante, mas imodesta, como brega, porém modesta. E também se pode estar brega (ou inadequadamente vestida para a ocasião) e imodesta: e a combinação dessas duas coisas torna a mulher vulgar. Somos chamadas, todavia, como leigas no mundo, geralmente casadas ou em busca de matrimônio, a combinar não a breguice com a imodéstia, nem a atentar apenas para a elegância ou só para a modéstia. Nosso desafio é a elegância modesta, o estilo com o pudor, a moda com o recato. E nossas roupas vão dizer, inexoravelmente, o que e quem somos.


A mulher católica é chamada a mostrar ao mundo todo que a virtude do pudor não é desculpa para andar desleixada. Modéstia não é dessaranjo nas vestimentas. É possível conciliar a modéstia com a elegância, o pudor com a beleza dos trajes, ser casta e atraente. Se der mais trabalho, isso lhe será ocasião de exercitar a disciplina e a mortificação.

A “elegância deve ser a combinação certa de distinção, naturalidade, cuidado e simplicidade. Fora disso, creia-me, não há elegância. Apenas pretensão.” (Christian Dior)

É evidente que a mulher católica que vive a modéstia, que acredita na virtude do pudor, não andará conforme modas mundanas, não usará decotes ousados, roupas coladíssimas ao corpo sem a necessária proteção, nem peças curtas demais. Todavia, o "ar" da roupa de uma mulher católica, não é diferente da sociedade em que vive. Ela não adota um uniforme de uma comunidade separada - exceto se realmente for, como o caso das religiosas. Pensar em leigas, solteiras ou casadas, que destoam completamente, em suas vestimentas, do mundo em que estão inseridas, parece-me a perfeita realização do que alguém certa vez declarou ser uma espécie de "amishização da fé católica".

Em linhas gerais, a roupa da cristã piedosa e da mulher que não se preocupa com o pudor não diferem nem devem diferir, pois a roupa é um dado da cultura e ambas estão inseridas no mesmo ambiente. Notem, todavia, que falo "em linhas gerais", ou seja, que ambas, modesta e imodesta, usarão, basicamente, as mesmas coisas, pois é isso que, habitualmente, é o comum em sua época e lugar: tal tecido da moda, determinado corte que é a tendência, calças, saias, vestidos, tipos de adereços ou de maquiagens etc. Ressalto novamente que falo "em linhas gerais", de sorte que, nos detalhes, se verá claramente que a mulher piedosa veste-se de modo recatado. Mas é uma peça recatada - ou um uso recatado de uma peça neutra -, que deriva do mesmo gênero de roupa que todas usam em sua ambiente sócio-cultural. Não é algo saído da ficção, ou de outro planeta, ou de uma época que já passou.

Vestir-se exatamente como em um determinado período histórico, ou local, que não o seu, se não for uma fantasia, soa anacrônico, e chama a atenção de modo excessivo para si mesma. Alguém que saia nas ruas exatamente como se estivesse na Era Vitoriana poderia estar coberta do tornozelo ao pescoço, porém não seria modesta.

Se eu apareço em uma festa de família ou entre amigos, estarei com saia ou calça tanto quanto outras estarão, e isso não me fará destoar de modo a chamar tanto a atenção para mim. Não provocarei surpresa com um figurino absolutamente distinto do que é visto como normal. Claro, isso não é desculpa para usar minissaias, calças "socadas", blusinhas mostrando os seios etc. Recordo que falei "em linhas gerais". A roupa que usarei é a mesma, no macro, que as demais, todavia se diferenciará pelo micro, pelo detalhe. Se uma veste uma calça "socada", estarei com uma calça decente. Se outra veste uma saia curtíssima, estarei com uma saia que não revele o que não deve ser revelado. Mas ambas estarão de calças ou de saias.

Alguns poderão objetar que só o fato de andar modestamente, ainda que em linhas gerais com o mesmo vestuário das demais mulheres, já me faria chamar a atenção. Sim, faria, porém não de modo exagerado. Uma moça, ainda que com roupas bem modestas, mas sem maquiagem que lhe dê um "brilho", vestindo peças bregas, desconexas com a tendência atual, combinando pouco, parecendo uma "maria-mijona" ou membro de alguma seita, atrai olhares para si por causa de seu aspecto, e isso não é modesto, como falei. Já outra que está também com roupas bem modestas, mas no geral não destoa das demais, atrai olhares para si apenas pelo detalhe. É como se aqueles que a notassem, percebessem algo de diferente e se encantassem com isso, ao contrário de ter repulsa. Olhariam para essa segunda mulher modesta - a que também é elegante - e veriam que ela não precisa adotar o visual de uma seita qualquer para respeitar o pudor, veriam que ela somente está recatada, discreta, mas dialogando com a cultura em que vive, e não parecendo uma personagem de romance ou uma militante de qualquer tipo de utopia. Ao agradar os demais, se há reta intenção, agrada-se a Deus, e se celebra a verdade pela via da beleza, a via da pulcritude, tão cara à espiritualidade católica.

“A elegância não é sobre a roupa, mas sobre a maneira como você a usa.” (Honoré de Balzac)

Vamos a algumas dicas bem práticas?




Descubra seu estilo pessoal

Conhecer seu estilo pessoal, as roupas que sentam com a sua personalidade, as cores mais harmoniosas com você, o ambiente em que você trabalha e que pedem determinada vestimenta, as suas inclinações, seu temperamento, etc, é fundamental. É o primeiro de tudo. Uma mulher mais esportiva ou mais despojada não se sentirá bem se, no dia a dia, adotar roupas mais sofisticadas ou clássicas, e não refletirá no exterior o que vai no seu interior. Ficará falso, e todos notarão. Não quer dizer que não se possa mesclar estilos, que não se deva, em alguma ocasião, vestir algo que penda mais para outro, mas o básico de seu estilo tem a ver com o seu temperamento e deve ser respeitado. E todos, TODOS, os estilos podem ser elegantes, bastando ter sabedoria e bom senso.


Do texto linkado trago alguns extratos:

"É fundamental conhecer o seu tipo físico. Não adianta uma mulher alta vestir roupas que a deixam mais alta e fina demais. Do mesmo modo, uma gordinha e baixinha que queira se destacar pela elegância pode cometer um erro tremendo se as roupas escolhidas a deixarem 'atarracada'.

(...)

É bom valorizar seus pontos fortes, aqueles que se destacam em seu corpo, o seu olhar, o seu porte. Mas isso não pode ser desculpa para sair mostrando e insinuando em demasia partes do corpo que façam os homens caírem em tentação. A valorização pessoal deve andar passo a passo com o senso da própria dignidade feminina, sabendo que o corpo, embora bonito e podendo ser visto, em termos, em sua forma tipicamente de mulher, não deve ser motivo de queda para os seus irmãos. A elegância e a modéstia devem se complementar. A roupa pode ser ocasião para ficar mais bonita, mas nunca para ferir a castidade própria e alheia.

(...)

Há diferentes estilos de roupas. E também diversos estilos pessoais. Aliás, existem inúmeras classificações desses estilos. Gosto de adotar, particularmente, essa classificação bem básica: clássico ou tradicional, sofisticado, esportivo ou natural, moderno ou dramático, criativo, sexy, e romântico.

(...)

Já os estilos DE ROUPA são outra coisa. São como sub-estilos pessoais ou como 'visuais', 'ambientes' ou 'leituras' ou 'looks' de um determinado estilo. Por exemplo, ainda no caso desta blogueira que lhes fala, eu gosto muito do visual 'jurídico' e também do 'campeiro' ou 'rural chic'. Sendo uma combinação de clássica, sofisticada e romântica, passeio com esses três estilos pelos looks mais 'working', principalmente os jurídicos, devido à minha formação, e pelos campestres, por conta de minha vida na estância e ocupação como criadora, como produtora rural, bem como pelo amor às tradições da pampa.

Conhecendo o seu estilo ou a sua combinação entre os diversos estilos, é mais fácil se vestir bem. A elegância não é característica única de um estilo. Todos eles podem ser elegantes."

Convém ler o texto COMPLETO, que é grande, tem muitas fotos, mas também bastante informação. O link posto de novo: http://www.blogfemina.com/2014/08/5-dicas-infaliveis-para-voce-se-vestir.html

Lembre-se: Elegância é uma questão de personalidade, muito mais do que de roupas.” (Jean Paul Gaultier)



Saiba quais seus pontos fortes

A valorização dos pontos fortes é importante para mostrar quem você é. O seu corpo, a sua postura, tudo isso expressa quem você é. E a elegância exterior, devendo brotar da interior para ser verdadeira, passa por essa valorização. 

Antes, todavia, é preciso conhecer esses pontos. É o seu sorriso? Seus olhos? Sua boca? Suas pernas? O colo? As mãos? Chamar a atenção ao que é mais bonito em você, sem exageros, passará uma imagem mais bela, e criará uma impressão harmoniosa (se realmente for sem exageros). A elegância tem tudo a ver com isso.

Atente-se, contudo, que não basta ser elegante. É preciso ser modesta. E isso vale para todas as mulheres, não só as cristãs. A modéstia e o recato nas vestimentas são virtudes humanas, não espirituais, e a dignidade feminina é para toda mulher: valoriza-se a mulher pelo que ela é, não pelo que ela crê (embora, claro, cristãs têm motivos a mais para buscar a modéstia). E essa modéstia vai nos ensinar que determinados pontos, ainda que fortes, não convém que sejam ressaltados. Uma mulher de busto grande, ainda que ele seja bonito, perfeito, não anda bem em chamar a atenção para ele, não é verdade. Não se trata de fingir que não se tem o corpo que se tem, mas cuidar para que não despertemos nos homens desejos que atentem contra a nossa dignidade (e contra a deles).

Seus vestidos devem ser justos o suficiente para mostrar que você é mulher, e soltos o suficiente para mostrar que você é uma dama.” (Edith Head)

A dignidade da mulher procede primeiro de sua natureza humana. Igual ao homem em essência, criada, pois, por Deus, é digna por si só, é digna por ser imagem e semelhança do Criador, é digna por sua ontológica liberdade, por sua vontade, sua idoneidade intelectual. Sem embargo, há uma fonte de sua dignidade: a capacidade de ser mãe. A maternidade, ainda que não se efetive em todas, por vocação ou por alguma impossibilidade física ou psicológica concreta, está presente em potência no gênero feminino in abstractu, e é ela que faz a mulher ainda mais semelhante a Deus em seus acidentes. Como o Pai gera o Filho, a mulher pode gerar sua prole. É uma participação toda especial no ato criador do Altísssimo. E isso a faz toda especial, tanto quanto o homem em sua essência, e, ousamos, mais do que ele em seus acidentes por esse caráter sagrado de gerar vida.

Também se deve saber que cada pessoa tem uma personalidade e um tipo físico. O que fica bem para mim talvez não fique em outra.

“A melhor cor em todo o mundo é a que parece boa em você!” (Coco Chanel) Se sou mais avantajada, não posso usar tomara-que-caia, bem como se sou um pouco estabanada, corro o risco de ficar indecente. O fundador dos Irmãos das Escolas Cristãs – conhecidos como lassallistas – compilou um seu opúsculo exatamente isso: “Para que uma roupa seja adequada, é preciso que convenha à pessoa que o usa e que seja proporcional ao seu tamanho, à sua idade e à condição.” (São João Batista de La Salle. Regras de Cortesia e Urbanidade Cristã, 2,3,1,2) Mais adiante, o mesmo santo continua: “O que convém a um não é, certamente, apropriado ao outro.” (Regras de Cortesia e Urbanidade Cristã, 2,3,1,5)



Inspire-se em alguém

Somos únicas, claro. Cada uma é um ser especial, diferente. Mas isso nos impede de gostarmos realmente de alguém a ponto de nos servir de inspiração e modelo? Não digo uma imitação barata, uma cópia que nos anule. Falo é de alguém a quem admiramos por sua elegância, por sua modéstia, por suas virtudes, cristãs ou humanas, ou por sua beleza, suas escolhas, um estilo que seja parecido com o nosso. 

Não há mal nisso. A admiração é própria da natureza humana. Todas nos inspiramos em alguém. Eu sou fã confessa da Audrey Hepburn, da Olivia Palermo e da Jackie Kennedy Onassis. E acho que os estilos pessoais delas são bem parecidos com os meus, os gostos delas são bastante semelhantes aos meus, e, nesse sentido, procuro inspiração em suas posturas, em suas roupas, em seus portes, não para que eu soe uma clone de uma delas, ou uma mistura das três, e sim para incorporar, no meu guarda-roupa, e no jeito como combino as peças e como me porto, algo que delas possa aprender. Não deixo de ser a Aline Brodbeck: mas me torno mais Aline Brodbeck ao inspirar-me naquelas três - e em outras.



A inspiração em outras pessoas que você considera belas, elegantes e recatadas é uma peça-chave para o seu crescimento nessas virtudes. Se eu vejo que algo cai bem na Olivia Palermo e é parecido com o meu estilo, posso tentar usar algo semelhante. Não vou copiar tudo, porém posso perceber que poderia sentar em mim. E isso é um processo natural.

Comece com uma peça principal e vá construindo o look a partir dela

Imaginar um look completo é difícil, não? Que seja harmonioso, que seja elegante, que esteja na moda, que seja recatado, que fique bem em mim, e que use peças do meu guarda-roupa... Ufa! Tantas informações. Pode ser que um look seja quase tudo isso, mas eu não tenha as roupas que gostaria. Ou que eu tenha as peças, seja harmonioso, elegante etc, mas fique bem em outro biotipo que não o meu. Ou que seja bonito, elegante, mas ultrapassado, datado. Ou, então, elegante, mas não modesto. 

Como resolver isso? Simplesmente vestindo o que eu vejo? Não. Comece com uma peça principal. Após, vá montando conforme as coisas se combinem. Construa o look a partir de uma peça. Não é assim que fazemos com uma casa? Primeiro uma pedra angular, depois todo o resto. Com o tempo posso já estar treinada para mentalmente construir meu conjunto completo, mas se parecer difícil no início use essa tática: escolha uma peça principal (uma calça, uma blusa, uma saia) e complemente.

Um bom truque é escolher a peça principal entre as coringas. Blusa branca, calça jeans skinny, saia lápis, legging preta, blazer neutro, camiseta navy listrada. Vá acrescentando outras peças ao redor dela. Se você tem receio de ousar e não está segura quanto a combinações da moda, evite que essa peça principal seja algo mais "estranho" ou "fashion". Deixe para usar uma peça fashion apenas, no máximo duas, exceto se você já souber como combinar e for bem antenada. E essa peça fashion pode ser acrescentada após a principal. Claro que se você souber como fazer, ou não tem medo de arriscar, pode usar a queridinha da moda atual como sua peça principal ao redor da qual construirá seu look. 

Cuidado com a imodéstia do conjunto

Ok, a calça escolhida é geralmente tranquila quanto à modéstia, a blusa também. Elas compõem um look elegante, conforme o seu estilo pessoal, que reflita seu ponto forte, e é inspirado em alguém que você admira. Você montou o look passo a passo a partir de uma peça principal. 

Contudo, juntas essas roupas não funcionam no quesito recato. Uma calça que você está acostumada a usar e não lhe trazem problemas com uma blusa que, em outro look, fica modesta, se juntam e o resultado é desastroso. Isso é bastante possível de ocorrer.

A modéstia não está nas peças, na maioria dos casos, mas nas combinações. Uma calça legging de couro que você está acostumada a usar com uma blusa mais comprida, criando um look modesto, desta vez é usada com uma camiseta de alcinha, bem curta, e um salto altíssimo que engrossa a sua panturrilha, além de um batonzão vermelho - que em outras situações ficaria ótimo -, e você vai com esse conjunto todo, que já está imodesto, para a igreja... Vamos combinar que não dá, né? Quer usar legging de couro? Quer usar batom vermelho? Salto alto? Blusa de alça? Use, mas saiba combinar essas roupas em um look elegante e modesto. Navegue aqui no blog e você aprenderá em várias postagens como fazer isso. Veja as fotos, os meus looks, use as tags, leia os textos.

Além disso, pode ser um conjunto elegante, mas não modesto.

Há de se ter bom senso e sobriedade para discernir a sutil e verdadeira beleza da vulgaridade – mesmo a vulgaridade chique e travestida de “estilo” e “contemporaneidade”.

Em outras palavras, combater a moda excessivamente sexualizada, sensual, presente em até mesmo roupas bonitas, caras e aparentemente elegantes. Chegamos ao ponto em que não é preciso a moda ser vulgar para ferir a modéstia: muitas roupas até mesmo consideradas elegantes acabam ferindo o pudor.

Ocorre que nem tudo que é elegante é necessariamente modesto ou, em outras palavras, nem tudo que é imodesto é vulgar. Assim, é preciso atentar não apenas para a fuga da vulgaridade, mas para a fuga da imodéstia. Algumas mulheres, com uma saia ou bermuda de pernas todas à mostra, pelo tipo de corpo, pelo estilo da roupa, apresentam-se absolutamente vulgares. Outras, também com saias ou bermudas de pernas todas de fora, não são vulgares, e sim elegantes. Ainda assim, tanto a elegante quando a vulgar estão imodestas. Não basta ser chique, afastando-se da vulgaridade, da falta de bom gosto, da sensualidade extremada: é imprescindível preservar também o recato.

Para exemplificar, uma bermuda no meio da coxa, dependendo do corpo, do tecido, da ocasião, do restante das peças, poderá ficar elegante. Em outra pessoa, ou com outro tecido, ambiente ou combinação de peças, poderá ficar vulgar. Em todos os casos, não será modesta, todavia. Mesmo o elegante, mesmo o que não é vulgar, pode ser imodesto. A mulher católica terá de atentar não só para fugir da vulgaridade, como da imodéstia. Não basta ser elegante; tem que ser coerente com a virtude do pudor.

Nunca esqueçamos o conselho de Mary Wollstonecraft Shelley de que a “a elegância é inferior à virtude.”

Santifique o seu closet!

Ora, se é verdade que não há um “padrão católico”, um “catholic dress code”, é também verdade, por outro lado, que as católicas, como as evangélicas e judias, prestam também atenção em formas, decotes e comprimentos! Não para analisar os milímetros, não para condenar todo e qualquer tipo de decote, mas prestam atenção, sim, e as análises sobre modéstia em geral erram ao não incluir essas mulheres, ignorando-as como se só judias e protestantes buscassem a modéstia.

Chanel já ensinava: “Moda é arquitetura: é uma questão de proporções.” Há, pois, uma necessidade de saber adequar a roupa ao estilo de corpo, ao ambiente, à cultura, ao momento do dia, para que soe elegante. Uma vestimenta absolutamente deslumbrante pode, magicamente, tornar-se brega apenas pela perda do senso de proporções.

Não só na elegância essa regra se aplica. Para a modéstia vale o mesmo, e, dado que esta é um plus em relação à elegância, é preciso ter ainda mais cuidado.

Vista-se como você deseja que outras mulheres se vistam diante do seu marido.” (Kim Doebler)

É hora dos acessórios

A Bíblia coloca na boca do Esposo do Cântico dos Cânticos um elogio incrível: “Tuas faces são graciosas entre os brincos, e o teu pescoço entre os colares de pérolas.” (Ct 1,10)

Escolhidas as peças de baixo e de cima, verificadas que montam um look elegante, recatado e que tenha a ver com a sua personalidade, é hora de "temperar", e para isso temos os acessórios e os calçados. Use um sapato ou uma bota ou uma sandália que se harmonizem com o look (seja de modo mais óbvio, para não errar, seja algo mais ousado ou moderno, como bota de montaria ou bota over the knee com camiseta, por exemplo), e coloque acessórios: a ocasião, o seu tipo de corpo, o estilo pessoal e a roupa vão dizer quais os acessórios adequados e quantos deles podemos usar.

Na dúvida, brincos discretos, um relógio bonito, e um belo colar. Que tal o clássico de pérolas? Ou um maxi colar bem na moda? Não existe receita de bolo: volte ao ponto em que mencionei alguém para você se inspirar e aprenda com o seu ícone de moda.



Invista em bons sapatos. Com calçados apertados não se pensa, não se é feliz.” (Costanza Pascolato)

Maquie-se e perfume-se

Não adianta estar bem arrumada se o rosto não for trabalhado também. Aproveite a tag maquiagem aqui e veja dicas de como se maquiar conforme o seu rosto, a roupa, o estilo, e a ocasião. Uma make de dia a dia é diferente de uma usada em uma entrevista de trabalho. A maquiagem da Missa não é a mesma para sair e jantar com o seu amor. 

Maquiagem e perfume dão o toque final ao seu look e você terá uma presença marcante, valorizando a sua imagem, descobrindo a sua verdadeira beleza e celebrando o estilo e a virtude. Uma mulher que não usa perfume não tem futuro.” (Coco Chanel)

No texto que já citei, e que escrevi em 2014, falei o seguinte:

"O arranjo pessoal, o combate ao desalinho, são marcas de quem quer sempre se destacar pela sua elegância. Do mesmo modo, uma maquiagem bem feita, adequada a cada ocasião e a cada estilo, não destoando das roupas nem do ambiente, e tampouco parecendo um reboco sobre a pele, é fundamental. 

Uma maquiagem que destaque os pontos fortes de beleza facial, e ao mesmo tempo não crie uma outra pessoa. 

Também um bom perfume, que não irrite, de uma marca boa (evidentemente, adequado ao seu bolso), vale o investimento: se a visão se agrada de uma mulher arrumada e maquiada, o olfato agradece o bom odor - que, aliás, pode ser um poderosos símbolo do 'bom odor de Cristo' (2 Cor 2,15), do qual devemos ser revestidos e do qual já falava São Paulo."

Seja fabulosa: dê a melhor versão de você mesma!


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